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Digimon Glasses

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Digimon Glasses

Mensagem por Gênova em Seg Fev 27, 2012 7:18 pm

Ficha técnica, enredo, índice e prólogo

Título: Digimon and The Chronicles Of Twilight Glasses (Digimon Glasses,abreviadamente)

Capa (Opcional):



Gênero:Ação,Aventura,Comédia,Drama e Ficção
Classificação Etária: 14









Prólogo (que servirá como Sinopse)
Você tem três segundos para chegar lá.O que você faria?

O Deserto era Ermo,Só,Seco e quente.A terra é dourada,o céu também,Agumon sorria e imaginava em cada passo que dava na tempestade de areia que divagava no local,com ventos que assobiavam e cegava os olhos do Digimon com as partículas de areia no ar,que deixavam o ambiente menos visível,e cada toque a ablepsia aumentava,a cada instante que o tempo passava na areia ardente e árida,no sol que levava-o para um lugar onde sua dor do corte do peito poderia cessar.As nuvens de areia faziam-o apertar seus olhos para ver algo maior que ele,além da visão de um e de todos.

Você tem três segundos para chegar lá.O que você faria?

Enquanto o nó da garganta lacrimejante e seca se normalizava,e a queda e dor de cabeça anormal e martelante também seguia o mesmo caminho,ele chorava.As lágrimas caíam como córregos escorrendo em plenas bochechas amareladas,da cor do sol e das nuvens que habitavam o céu em demasia,espalhadas por ventos fortes na imensidão azul que eram escondidas pelas grandes nuvens.As Dunas estriadas não deixavam-no chegar no lugar que mais queria.
- A árvore...preciso chegar na árvore... – Agumon falou roucamente,em pensamentos noutro,que não conseguia distinguir de onde vinham,por não se lembrar de nada,a não ser de dois dias antes talvez.Agora andava lentamente e em tropeços para perto de uma árvore,mas estava mais perto de fechar seus olhos e deixar sua saliva escorrer no chão inóspito e enxuto.Talvez sua saliva naquele mundo pudesse jorrar no chão e se tornar uma árvore,ou salvar alguém - não ele.
Alguns dias atrás,não se lembra como conseguia chegar até ele naquele momento,viu Dodomons morrer.The Eye of Fire parecia ter ordenado algo do gênero,e lembra de que Marcus Daimon gritou algo, com Shinegreymon Burst Mode ao seu lado,e alguma coisa,talvez uma bola gigante de fogo com um pontífice negro do norte ao sul,como em uma bússola,ou o olho de um gato,dizer algo na mente de alguns digimons próximos da Cidade do Principio,que agora inaugurava o seu novo nome – “Cidade do Fim”. Não foi muito.Uma frase na memória,como sussurros metálicos na mente de todos que presenciavam – Acorde ou Morra ,Agumon pessoalmente gostou desta frase,e não saberia explicar o porque das cócegas que lhe deram na barriga.Um Retrucar de Daimon - Combater e morrer, é pela morte derrotar a morte, mas temer e morrer é fazer-lhe homenagem com um sopro servil.Depois disso,um grito de guerra qualquer,alto,sem nenhuma frase,só algo jogado ao ar sem certidão de que chegue aos ouvidos de alguém,como o vento,como o pó,como os sonhos.

Você tem três segundos para chegar lá.O que você faria?

ShineGreymon estava morto,Alphamon também.Os 11 Royal Knight se separaram para se tornarem exatamente nada.Quatro se rebelaram contra as mãos do The Eye of Fire,que tinha a promessa de uma Paz universal,terras para as variadas tribos,alimento e uma boa vida,e em parte não mentiu,por isto seis Cavaleiros Reais postaram-se ao seu lado,como bichinhos de estimação obedientes e cegos.Para qualquer acidente ou Caos ainda havia os Digiescolhidos para destruir alguma vez mais o grande mal que começava a se assolar na terra do Digimundo e o salvaria mais uma vez. Porcaria de mundo lascado...MAIS UMA VEZ??? Agumon pensou,compondo um sorriso descarnado,sem nem saber o porquê,estava prestes a morrer,e com certeza,a próxima vez que caísse no chão iria continuar jazendo lá.
Suas patas se afundavam na areia dourada,cada vez mais fundo e pegajoso,puxando para alguma cavidade que nunca iria deixá-lo voltar para a superfície outra vez.E lá estava a árvore que tanto procurava,nada mais que uma grande palmeira,cercada de areia em sua volta,sem nenhum Lago ou Riacho,nem Oásis,nada,somente a Árvore e a terra estriada.Ele alargou seus passos com seus calcanhares doendo interiormente,no osso,dolorido em algo parecido a torções em pequenos pontos.Sua perna estava cansada e preguiçosa,onde um sentar e esticar faria ele sentir a melhor sensação que alguém poderia presenciar,mas não tinha convicção de que levantaria novamente.Sua barriga latejava por fome,seus braços pendiam para o chão como se fossem inexistentes,carne morta,e só estava ali para pesar mais seu frágil e diminuto corpo.E seus olhos...Ah,seus olhos brilhavam com a árvore a diante,e faltava só mais um pouco...só mais...

Você tem três segundos para chegar lá.O que você faria?

A sua respiração cessou levemente,e a sensação de tontura começou a lhe rondar,e deixar todos seus membros frouxos,doentios,lânguidos e leves como uma pena.Logo sentiu o Colapso das suas pernas,quando seu pescoço virou para o lado,cambaleante,e fez sua cabeça pesar para este,mas ele ainda se sentia leve.A salvação,a fome,o desespero,a morte,e os mistérios que surgem podem me esperar por um tempo. Foi quando caiu,e começou a sentir a falência lenta de sua cabeça,enquanto suas pestanas quase invisíveis pesavam para baixo,ainda resistentes por piscadelas rápidas.Deu uma última olhadela para o céu com nuvens amareladas o cobrindo.Sorriu,em uma ultima tentativa de tocar a tal árvore cintilante no deserto solitário.Girou no chão,de modo a lhe deixar de bruços,Sentiu a sua mente lhe dar um Colapso derradeiro,que põe um desfecho final a história redigida,percebeu o corte no seu peito arder,enquanto ainda jorrava uma minúscula quantidade de sangue no solo infértil,em ferida quase estancada.Deu seu ultimo suspiro,e então se foi.

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Re: Digimon Glasses

Mensagem por endokantoku em Qua Fev 29, 2012 8:27 pm

aaaaaaa q bom q vc resolveu postar novamente ainda to com duvida sobre essa pergunta,ve se poderia postar a outra do death note tbm ^^

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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Gênova em Qua Fev 29, 2012 9:14 pm

kkkkkkk Sim,"A Questão".Bem,esse digimon tem algo a lhe rondar,algum mistério,e esta questão esta envolvida e morreu junto com ele...eu acho... Twisted Evil
Bem,mas isso veremos depois.
CAra,este foi mais o "Prólogo",como disse mano,aquele lá é o capítulo 1.Vou me organizar aqui cara,e acho que talvez na próxima resposta que fizer eu posto o capítulo 1,e de quebra,peço para o Kaiser,que fez o cap. 2,postá-lo.
Bem,vamos ver.
Vlw Endo pelo comentário cara,posto aqui com a fé que ninguém vai comentar Razz kkkkk
Que bom que tu gostou mano.Bem,inté mais Wink
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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Gênova em Qui Mar 01, 2012 8:47 pm


Digimon
And
The Chronicles Of Twilight Glasses

Capitulo 1
Gean Riwster – O Carregador de Sonhos

Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.E de ir...Claro,de Ir.
Gean dava passos em volta da casa,em meditações outrora,longe Dalí.
Era noite,e a única coisa que lhe chamava a atenção naquilo era uma luz acesa no segundo andar de sua casa,em gritos ocasionais de “Espera aí!Já to indo...”.E por isso preferia pensar;Somente isto.
-Dá para ir logo aí? – Falou alto o suficiente para o segundo andar da casa ouvir
- Já terminei sim,peraí.
Ouviu-se passos descendo as escadas da sala fortemente,com o pé pesado de Lucas batendo na madeira grossa e consistente na descida,até que abriu a porta da frente da casa,onde o Gean o esperava na varanda frontal,sentado em um pedestal de concreto.Até que olhou para trás quando ouviu a porta rumorejar.Lá estava ele,com sua roupa de pescador,que não era nada mais que uma jaqueta bege,com vários bolsos,carregando em si alguns anzóis e iscas artificiais pregadas nos medianos sacos de panos cosidos perto do pescoço.O que mais se destacava na vestimenta era seu chapéu também bege,mas de aba longa e retorcida em ondas na malha que a compunha,com uma grande isca falsa de peixe pequeno azulado.E o que mais incomodava era sua cara de estúpido feliz.
- Beleza,Então vamos pescar né?
- O que não faço por um carro em meu aniversário... – Gean fez uma pergunta que se tornou afirmação,girando seus olhos
- E o que não faço para deixar meu irmão feliz?
O Demônio em carne e osso foi mais direto em sua pergunta,e até mesmo mais plausível.
Tudo começou quando seus pais viram a grande briga que eles faziam um contra o outro,mas não conseguiam dar paz aos garotos por simples fatos – o principal era a autonomia.Entretanto,ao menos um respeitava a perspectiva do outro pela maior parte do tempo,o que fazia as batalhas se adiantarem levemente a um ralo fundo e grudento.O estopim da guerra aconteceu na Escola,quando Lucas apanhou de um garoto um ano mais velho,com treze anos.Ele não se lembrava de exatamente nada,talvez de um soco,uma leve tontura,outro soco,mundo girando em volta,e depois de alguns segundos,uma luz branca formou-se,mas o que importava,e tinha certeza, é que levou um soco no olho,pois ele estava roxo e ainda ardia.O que incomodou os pais dos meninos foi que Gean,de dezesseis anos estava lá,e não se moveu na cadeira nem por um segundo – quando seu irmão lhe suplicava ajuda,somente lhe dava uma olhadela que estampava um mero “Ti Vira”,e logo voltava seus olhos para um livro ou ouvia as musicas pelos fones de ouvido.
Agora está explicado o chapéu de pescador de Lucas,e a cara de Vou para o céu quando morrer de Gean.Ainda não ganhou seu carro que seus pais lhe prometeram,caso fosse gentil por toda sua vida com seu irmão,mas o carro iria lhe ser dado no final do ano,então ao menos até lá ele tentaria.
- Eu posso ir na frente? – Perguntou Lucas,em pulos de hiperatividade.
- Tanto faz... – Gean,ainda carrancudo por querer ter ido sozinho,em um tom de descaso,respondeu.
Andaram pelo gramado verde da pequena casa de classe média,nada mais que uma casa de dois andares,com três quartos,contando que um era para visita,uma suíte,dois banheiros,uma tentativa de sala de recreação,colocando em mostra que nela só havia uma mesa de futebol de botão,e um sonho de seu pai para comprar um bilhar para cobrir o resto da sala,que estava “guardado” especialmente para ela.A casa,no lado de fora,continha todo seu segmento coberto por retângulos de vidro fumê,que refletia a luz do sol,fazendo o interior da casa ter uma sensação aprazível de frescor.A casa era feita de laje,e sua arquitetura eram vários retângulos ou quadrados em todo seu segmento,em níveis dianteiros,outros para trás,pros lados,o que desfaziam o reto,e criava algum tipo de inflexão.Ela tinha dois andares com vários outros compartimentos,mas mal eram usados.
A garagem tinha um caminho para o lado de fora da casa gramado,encoberto com placas de mármore branco em seu segmento,deixando algum vácuo que fazia com que o gramado aparecesse.Abriu a porta metálica da garagem pela maçaneta que ficava na parte de baixo,e a subiu com nenhum esforço.Tudo isto enquanto Lucas tentava desesperadamente puxar algum assunto com o irmão,como se tivesse carência de atenção ou algo do gênero.Abriu a porta do Pálio prata,e então foi com o carro rumo ao rio nas cercanias de fazendas que ficavam alguns quilômetros Dalí,com boatos de que um cardume grande de piau estava naquele ponto,e poderiam ficar ali durante dois dias.Seu Pai e sua mãe havia ido na casa da Sogra,e o pai dos meninos brincava as vezes enquanto se arrumava,dizendo Deus, receba minha sogra com a mesma alegria que eu a mando e a senhora sua mãe o repreendia,falando que a vovó paterna dos meninos não era lá aquelas coisas...
O Verão estava longe de acabar,e isto queria dizer que seria longo o tempo com seu irmão,e iria fazer valer a pena.Perto do destino dos dois,na área de fazendas e de areia batida vermelha,Lucas cortou o silêncio que havia se estabelecido no carro,a não ser pelo som dos saltos das rodas do carro sobre os pedregulhos e inclinações da estrada deformada de terra,ou pelo pequeno recipiente branco de remédio,que tilintava no porta-malas do carro,pois agora carregava anzóis e chumbadas para a pesca.
- Irmão...porque naquele dia você não me defendeu? – Lucas jogou a frase no ar,olhando para a plataforma abaixo de seus pés.
Por algum tempo,Gean olhou para a estrada escura,e silenciosa,com um pequeno clarão a frente,criado pelos faróis do carro.A pergunta o deixou desconfortável na poltrona que estava postado,e o ar pesado com umidade e mofo pioravam a situação.Mas logo formou uma resposta em sua mente.
- Um verdadeiro Homem luta suas próprias batalhas
- Mas dói demais... – Lucas se chateou com a resposta.Esperava que o irmão enfim pedisse desculpas,mas somente uma tentativa,já que nem seus pais conseguiram lhe retirar tal.Seu irmão carregava seu rótulo permanente: “Teimoso e mal mandado”
Gean sorriu
- Mas é na dor e na queda que você aprende – Neste momento Gean virou em uma estrada sinuosa e coberta com um grande breu.Esta levava diretamente para o Rio – Acredite,aprendi isto da pior forma,e não tinha um irmão para me defender.
Lucas olhou pela porta lateral do carro para o lado de fora.E então rebateu com uma voz fraca,e quase inaudível.
- Mas família...- Lucas parou de falar por um instante,e então disse - protege família...
Para isto,Gean não tinha resposta,e preferiu ficar calado.E o resto da viagem foi assim,até chegarem em uma área cercada e inacessível por carro.Teriam que deixá-lo abaixo de uma árvore,e seguir o caminho andando.
Lucas carregou um galão vermelho,com seu bico e sua base preta,este,fazia com que a água não ficasse quente,mantinha-a sempre temperada e fria,adequada para se beber,mas neste momento estava vazia.Carregava também sua vara de pescar e uma lata de milho,que continha dentro de si ao invés de milho,terra e minhocas.Gean levava consigo sua vara de pescar,o recipiente branco com os anzóis e chumbos,e em uma mochila carregava as roupas,um pano de plástico velho para fazer uma barraca,um acendedor,álcool,cobertores,facão,navalha,lanternas e algumas sacolas de fígado em decomposição,que talvez atraía mais os peixes do que a própria minhoca por causa de seu fedor.
Eles ficaram talvez alguns minutos caminhando para baixo,na terra em declínio, que os levava para a margem do córrego,até que encontraram uma praia com areia branca amarelada,plana e em uma plataforma alta,um pouco acima do rio sereno e negro pela noite,sendo um bom local para pescar e passar a noitada.
A tensão que os irmãos haviam formado entre si prosseguia,até que Lucas,novamente em uma tentativa desesperada de fazer as pazes,desfaz o silêncio.
- A Lua é uma grande bola azul... – Lucas disse impressionadamente com o céu negro e estrelado,com a lua cheia que se ascendia cada vez mais para o centro do céu,com suas luzes tremeluzindo no rio,que continha o reflexo da lua impresso em seu centro,como se este fosse um espelho celestial.
Gean tentou ficar sério,mas não conseguiu conter uma risada enquanto tirava algumas coisas da mochila,e colocava uma minhoca úmida e escorregadia no anzol,algo que lutava por sua vida,se contorcendo em sua mão.
- E Você é um grande ser humano que sofre de idiotia – Gean disse,enfim,em bom humor,o que fez seu irmão também sorrir.
Neste momento,um redemoinho começou a surgir acima das águas,em uma grande ventania que circundava em si própria e fazia as águas a seus pés subirem no ar e espirrasse em toda sua volta,e a medida que o redemoinho ficava mais forte,mais rapidamente movia as águas para o alto,onde se formava uma grande espuma branca abaixo,aos pés do redemoinho,e logo a água evolveu-o por completo.Gean e Lucas ficaram completamente boquiabertos enquanto presenciavam o espetáculo alucinante.Um vento frio rondou a pele de Gean,fazendo-a áspera e desigual,com os pêlos se movendo inquietantemente para cima,se eriçando até a nuca.Até que o redemoinho se desfez aos poucos,até por completamente.Mas os ventos que o havia formado ainda não desapareceram.As folhas das árvores pelo caminho que tinham vindo começaram a restolhar,e a ventania poderosa fez com que as árvores dobrassem em si mesma.Foi quando algo ainda mais estranho aconteceu.Iniciou uma garoa no local onde estavam,enquanto o vento ainda silvava em seus ouvidos,e agora,a areia da praia começava a subir no ar e se desmaterializar em várias partículas,tornando o ar mais espesso e de difícil respiração.Uma tempestade da areia da pequena praia se formou em volta deles,e a chuva começou a se tornar mais forte.O único problema da tal chuva,é que a água somente se derramava e caía acima de suas cabeças,como se só aquela praia fosse seu destino final,e somente eles poderiam ser molhados naquele bloco,eles e a areia abaixo de seus pés,que fugiam dos rugidos estridentes do vento.
- LUCAS,PEGUE AS COISAS E VAMOS EMBORA! – Gean gritou alto,mais o vento desfez o volume de seu estrídulo como se ele estivesse em um quarto que abafasse o som de sua voz.
O Vento prosseguiu,e um redemoinho começou a se formar novamente,mas desta vez era no rio,que parecia abrir a sua boca para engoli-los de vez.
- PORCARIA!ISSO NÃO VAI PRESTAR!!! – Gean bradou, batalhando contra o vento,que mudou subitamente sua posição.Agora os empurrava para dentro do rio.
Lucas estava envolto de um breu,que seu irmão não conseguiu o ver,então se arrastou ainda lutando contra o vento,para pegar a mochila que eles tinham carregado consigo,e conseguiu alcançar sua alça.Um súbito medo apareceu em seus olhos,agora brilhantes com pequenas lágrimas se formando nestes. Aquele que vive de combater o inimigo tem o interesse em o deixar com vida.Gean reconheceu,lembrando de seu irmão.O vento agora quebrava alguns galhos de árvores na mata afronte dele,com vários clacs amedrontadores,até começarem a piorar com o barulho sólido e grave de árvores indo ao chão.Seus pés escorregavam na areia da praia,e seu corpo já estava debilitado e lânguido da luta contra o vento,e não resistiria por muito tempo.Logo,olhou para os lados,em uma tentativa de ver seu irmão novamente – e o viu,sendo lançado em um vôo para o funil de água que o rio havia se transformado – Foi quando desistiu de lutar,fechou seus olhos e enfim, deixou...O Vento o levar.
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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Light Knight em Qui Mar 01, 2012 10:08 pm

Legal a Fic gostei dela, mas modera nas palavras em Wink

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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Gênova em Sex Mar 02, 2012 9:13 pm

Tá beleza Natan.Acho que exagero mesmo na detalhização as vezes mano,vou ver o que faço.Entretanto isto está mais vinculado ao meu estilo de escrever.Alguns irão gostar mais de George R. R. Martin,outros mais de Rick Riordan.Prefiro o primeiro,que é detalhado pra c*****,por isso você verá este reflexo mano.Bem,mas vou ver o que posso fazer.Bem mano,é isso Wink
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Re: Digimon Glasses

Mensagem por endokantoku em Sex Mar 02, 2012 11:47 pm

pra mim tanto faz os dois são ótimos autores,mas eu prefiro essa forma detalhada(como eu já disse antes parece um livro,mas enfim continuando a fic já ta de bom tamanho

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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Gênova em Sab Mar 03, 2012 11:49 am

Bem,minha professora de redação disse que o que puxa alguém a continuar lendo sua história são os detalhes,por isso faço tanto.Entretanto,tem gente que gosta mais de histórias "A vante",que detalham um pouco a cena e já vão pra frente,e outros preferem as histórias "Vamos estar lá primeiro",onde a pessoa detalha muito,para você com os detalhes,construir o local todo em sua cabeça,para então começar a montar as falas,e só bem depois,ir para frente.Eu prefiro a segunda,mesmo ainda não chegando a tal ponto.Bem,por isso é difícil agradar todos,mas vou tentar fazer o máximo possível.Vlw Endo e Natan,pelos comentários e apoio aí.
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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Kaiser em Seg Mar 05, 2012 8:03 pm

Capítulo 02
Batalha no bar! O Cavaleiro de armadura dourada e seu companheiro!


- Onde estamos?
- Não faço ideia... - respondeu o maior.
Os dois garotos, Gean e Lucas, se encontrvam totalmente perdidos. Estavam em um lugar que quase poderiam julgar ser um deserto, a não ser pela vasta vegetação, mas poderia confirmar ser um deserto se andassem um pouco mais.
- Como pode - Lucas resmungou enquanto andavam - estávamos agora a pouco em um lago...
- Como quero voltar pra lá. Se está desapontado imagina eu!? Eu que ia ganhar um carro novinho! E se não acharmos o caminho de casa? E o carro? - Gean não estava nada contente.
- E nosso pais... - Lucas falou em tom como se quisesse lembrar ao Gean que eles eram mais importantes.
Caminharam mais um pouco - ou muito, já que estavam cansados a pouca caminhada se tornava uma longa caminhada - até que avistaram algo.
- Uma cidade! - exclamaram ao mesmo tempo.
Correram até lá. Poderíamos considerar que era uma pequena cidade que lembrava o “velho oeste” que viam em filmes norte-americanos de “bang-bang”.
- Não vejo nem cavalos, nem cowboys e muito menos índios... - brincou Lucas.
E passaram pelo arco da entrada da cidade. Não viram sequer um mosquito. Até que no meio da cidade, na “via principal”, viram um bar e vinha bastante barulho de lá.
- Vamos pedir informação. - o mais velho dos dois tomoou a frente. - Vamos entrar e ir direto ao balcão falar com o garçom, deixa que eu falo.
Ao entrarem o susto foi imenso. Não viram pessoas sentadas nas mesas bebendo e batendo papo, mas sim viram monstros mal encarados. Todos no bar olhavam para os garotos.
Pensaram em correr, mas um deles já bloqueava a porta.
- Quem são vocês? - O sujeito tinha uma cabeça em formato de estrela - Digam! Sou Starmon, o xerife, digam ou vão presos!
- E-e-estamos pe-pe...
- Estão de brincadeira? Me parecem... como é o nome... humanos! Lilithmon-sama irá gostar da notícia... - nem acabara de falar e os dois garotos já corriam pelo bar.
Foi um tal de pega daqui, pega dali, mas ninguém os segurava... Não houve Orgemon, Dobermon, Dogmon ou Gazimon que segurasse os dois. Até que todos pararam, Starmon estava na frente dos dois no momento. Gean e Lucas não compreenderam, o medo não os deixou escutar o som vindo da portinhola do bar sendo empurrada, e duas silhuetas aparecerem: alguém mais ou menos da altura deles e um outro bem maior que trajava uma armadura dourada.
- Largue-os! - ordenou o de armadura dourada, com uma voz grossa e bela em um tom soberano.
- Quem manda? Magnamon? - perguntou Starmon em tom sarcástico e riu seguido pelo riso dos outros do bar, alguns, mesmo com os risos, mostravam medo - E seus amigos? Cadê?
Essa criatura franzina é um novo membro?
- A Ordem dos Cavaleiros Reais pode não estar unida, mas ainda existe! E mesmo que não meu poder continua o mesmo! - o cavaleiro de armadura dourada tomou a frente do companheiro que ainda não dissera nada ou esboçara alguma reação.
Magnamon: Plasma Shoot!
Então o cavaleiro, chamado Magnamon, atirou mísseis que saiam de várias partes de sua armadura acertando todos os monstros no bar, exceto Starmon (e os garotos, é claro). Só restava Starmon, Gean, Lucas, Magnamon e o que o acompanhava de pé no bar, que estava quase todo destruído. Gean e Lucas cobriam a cabeça com as mãos como se quisessem se proteger, saíram desta posição quando Starmon os soltou e voltou a falar:
- Huh?! Quer dizer que tem todo esse poder? Mas não os matou...
- Mas não foi minha intenção matá-los...
Starmon riu e o interrompeu:
- Bela desculpa!
- Um Royal Knight não mataria sem bons motivos.
- Acabou? Orgemon! Fugamon! Ataquem-no! - após seu comando dois monstros, de aparência assustadora, armados com uma espécie de osso com espinhos, saíram dos fundos do bar.
Correram até Magnamon que já caminhava mais pra frente. Então o atacaram, ele saltou sobre os dois e caiu atrás deles, e ficou a esquivar dos ataques deles. Starmon acompanhava a luta atentamente dando ordens. Enquanto isso, Gean e Lucas rastejavam para uma mesa mais afastada do Starmon afim de se esconderem e se proteger, foi ao chegar na mesa que Lucas notou que a outra figura, a que se encontrava ao lado do Magnamon, não estava lá, procurou com os olhos mas não o viu.
- Ei! Venham comigo... - um garoto sussurou para os dois e fez um gesto com as mãos os chamando, não tinham dúvida de que era ele quem chegou com o Magnamon. Lucas logo foi atrás dele, Gean exitou mas foi atrás do irmão.
Dirigiam-se para o fundo do bar, sorrateiros, para Starmon não os notar. Este já estava cansado da luta entre Magnamon e seus comparças e resolveu tomar uma atitude. Caminhou por todo o bar a atirar uma espécie de laser nos monstros caídos no bar, depois absorvia os dados dos mesmos (já que estava a matá-los).
- Por último vocês dois, inúteis! - aproveitou a distração dos seus comparças e os atacou também e fez o mesmo que fez com os outros. - Agora Magnamon, veja minha evolução...!
Starmon: Starmon shinka... SuperStarmon!
- Agora estou mais forte, podemos lutar!
Já na parte do fundo do bar, ao que parece ser a cozinha, tinha uma escada para o porão, Lucas, seguido por Gean, desceu atrás do garoto.
- Como suspeitamos, a cadeia deles é aqui, debaixo do bar, bem pensado. - o garoto disse para os irmãos - Vamos soltar esses digimons... - apontou para as grades e os monstros que se encontravam lá.
- Ei, calma aí! - Gean protestou, mas o garoto já abria os portões, as grades e jaulas - Esses monstros podem nos machucar! Não viu lá em cima?! - e então notou que o irmão ia fazer o mesmo - Lucas! Não...
- Ele já soltou alguns e não fizeram nada... não podemos ficar sem ajudar... - Lucas respondeu e voltou a tentar abrir a jaula. Gean foi ajudá-lo então.
Depois de algum tempo já estavam todos soltos. E foram, atrás do garoto amigo do Magnamon, subindo para voltar até o bar.
- Pronto Magnamon.
- Ótimo Alan! - Magnamon respondeu enquanto desviava de um ataque do SuperStarmon.
- O quê?! Você libertou todos os prisioneiros?! - SuperStarmon notou Alan, Gean, Lucas e os digimons atrás dele - Então quer dizer que estava ganhando tempo Magnamon???
- Sim... não poderia te destruir antes de achar a prisão. Adeus!
Magnamon: Extreme Jihad!
- Quem é o chefe desta vila? Por favor se apresente.
- Sou eu... - um Revolmon chegou mais à frente - Então os boatos são verdadeiros?
Magnamon, um Royal Knight, está por aí a libertar zones? Já possui quantos fragmentos da Code Crown?
- Seis, mas isso não importa agora. Pode informar onde se encontra o Code Crown desta zone?
- Temo que Starmon tenha o encontrado e entregue a Lilithmon... soube que ela está a reunir pra governar toda esta Land. E não só ela, como também todos os 7 Demon Lords generais do Exército Ogdoad.
- Então não posso perder tempo! Pode nos levar até a passagem para a outra zone?
- Posso sim! Será um prazer!
Então Gean e Lucas caminharam até Magnamon:
- E quanto a nós? Onde estamos? E como ficamos?
- Devem ser os outros dois escolhidos... virão comigo e com o Lan.
E então partiram para a outra zone, os quatro juntos.

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Re: Digimon Glasses

Mensagem por endokantoku em Seg Mar 05, 2012 9:57 pm

wow muito bom,percebi que mudaram a narração para a menos detalhista,apesar de preferir a antiga forma aprovo a mudança,o que importa realmente é a história,enfim nos foi revelado a temporada e foi bem interessante terem mantido tanto os code crow,quanto os inimigos.Continuem o belo trabalho

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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Kaiser em Ter Mar 06, 2012 7:47 pm

endokantoku escreveu:wow muito bom,percebi que mudaram a narração para a menos detalhista,apesar de preferir a antiga forma aprovo a mudança,o que importa realmente é a história,enfim nos foi revelado a temporada e foi bem interessante terem mantido tanto os code crow,quanto os inimigos.Continuem o belo trabalho
Ah! Bem, não "mudamos" a narração, esse capítulo escrevi sozinho e não coloquei muitos detalhes (não sou de detalhar muito XD.). Enfim, a narrativa talvez fique mais ou menos como a do 1º capitulo, estou fazendo o próximo capítulo o mais detalhista possível para mim (gosto de colocar cenas de luta e estas exigem alguns detalhes para que fique claro). E se está se referindo a inimigos de Xros Wars, já que citou as Code Crown, bem, posso revelar que não "mantemos" os mesmos inimigos no geral, apesar de que a Lilithmon já foi citada (e ainda do mesmo jeito que é tratada no anime: "Lilithmon-sama"; mostrando um certo grau de respeito (quanto ao sufixo utilizado: "-sama". Os seus cervos a chamavam assim e o Blastmon também) e por isso coloquei o Starmon chamando-a assim, mostra o que pretendo.
No mais, obrigado pelo comentário endo!

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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Gênova em Qua Mar 07, 2012 2:01 pm

endokantoku escreveu:wow muito bom,percebi que mudaram a narração para a menos detalhista,apesar de preferir a antiga forma aprovo a mudança,o que importa realmente é a história,enfim nos foi revelado a temporada e foi bem interessante terem mantido tanto os code crow,quanto os inimigos.Continuem o belo trabalho

Bem,como o Kaiser explicou cara,é nós dois escrevendo Razz
Eu até pensei em corrigir este capítulo pondo mais detalhes,mas quando ví que para alguns como o Natan,que gostam de histórias menos detalhistas,isto que o Kaiser fez é bom,eu permiti com que a história ficasse detalhista em mim,e menos detalhista na do Kaiser.Bem,este capítulo 2 pessoalmente quem escreveu,completamente sozinho,foi o Kaiser,o próximo capítulo,eu escrevi sozinho.Nós nos ajudamos mais nas idéias e no roteiro,mas quem escreve mesmo algo,é só um,já que moramos em cidades diferentes.Então não se preocupe Endo,você vai ter tanta as histórias detalhistas quanto as menos Wink
Bem,é isso Wink
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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Gênova em Seg Mar 12, 2012 6:59 pm

Lucas Riwster

A Cidade do Recomeço
A sua nova vida começou com um pouco de loucura,e uma sensação que o fazia sentir risadas como se fosse enfeitiçado por um gás de risos,com um toque de vôo...no Paraíso azul.
Era um lugar estranho em princípio.Os monstros eram distantes e engraçados,ao menos ao seu modo de reconhecer as coisas.A cada pequeno passo que dava a uma distância interessante do normal,para próximo dos Digimons,e quando Magnamon não via que ele havia ficado para trás com seus passos lentos e lerdos como um jumento de pernas curtas,realmente tinha a intenção de tocar aqueles monstros rosas com olhos brilhantes,escondidos nas brenhas verdes e
floridas.
Mas não conseguia.Eles eram rápidos para seus olhos,e pareciam se entristecer a cada sorriso que viam na boca de Lucas quando os chamava de “Xindó”.Desapareciam entre as árvores,gramas altas,pedras,rios...Ninguém poderia dizer que ele não havia tentado.
Já era manhã, quando os olhos de Lucas acabaram de presenciar a luz do poente.
Eles tinham caminhado desde cedo,naqueles céus verdes e riscados por linhas negras e brancas,como um chip ou algo escrito em sinais e códigos binários de hardware,interpretando assim o que veriam depois – O Céu azul anil.
Não era difícil explicar o que sentia.Quando o vento sussurrava seus ouvidos e ele fechava seus olhos sentindo um viço pela aventura vivida,quando ele pisava no tapete verde em cada passo que dava para frente,sentia suas pernas energéticas,como se pudesse correr e voltar do fim do mundo em um passo.Seus olhos brilhavam com a emoção das águas percorrendo nestes como uma bola de futebol andando em chuva com os sorrisos dos meninos da pelada acompanhando.Tudo isto o levava a ser feliz,aquela felicidade besta de criança.
Lucas somente ria de seu irmão,ainda mais quando ele afirmava que sua perna latejava e tremia de dor “como os sinos das igrejas”,depois os ombros inchados e com músculos contraídos para seu interior, por carregar a pesada mochila.Naquele momento,tava tirando a meleca do nariz,e estranhamente
Lucas começou a fazer o mesmo quando começou a coçar.
Lan ficou calado por todo o momento.Na verdade o menino aparentava ser taciturno com seus cabelos loiros amarrados em um rabo de cavalo.Ele só se
preocupava em olhar para frente,e Lucas claramente o estranhava.Nós somos heróis.Ele se divertia cada vez que pensava desta maneira,aliás,Herói é uma palavra saborosa de se falar,fácil de gostar.
Depois de um tempo de convivência,sabia que aquele grande monstro de ouro e carne tinha que ser seu amigo.Desde o bar do tal “Starmon”,ele o protegia de qualquer um que se aproximava,ou que pensava em atacar.Além do mais,se não fosse,já tinha atirado um daqueles mísseis apocalípticos que os levaria para a morte completa,ou faria ele de cavalinho para o espaço sideral.Haviam percorrido alguns dez quilômetros,passando por algumas vilas ainda que aparentavam sair dos faroestes.
Os olhares nunca eram receptivos.
Eles passavam lentamente na alameda de areia negra e batida,marchando.Alguns digimons pequenos simplesmente paravam na varanda de suas casas de madeira,ou encostavam-se ao meio fio das calçadas feitas de um vime vermelho,que rangiam quando se pisava.Somente encaravam-nos ameaçadoramente,em uma demonstração de morte,sangue,cemitério...vários pensamentos vieram a tona na cabeça de Lucas.Os olhares estranhos e quase famintos só eram a distância,pois pareciam ter medo do robusto guarda-costas que era composto de metal dourado e cintilante.Lucas ainda desejava os tocar,e se eles deixassem,até os acariciar,sorrir e balançá-los,dar algo de comer,mesmo
não tendo o suficiente para o grupo,aninhá-los em seus braços e sorrirem juntos.Os seus olhos não permitiam,pareciam rosnar em cada contemplação.Eram bonitos de se ver,como o sol,brilhante e belo,mas se olharmos por muito tempo nos cega,obrigando-o a desviar sua cabeça para
frente.O fim odioso era tão previsível quanto quem vai morrer em uma batalha de revólveres no faroeste:O mocinho ou vilão? Bang Bang.Um Digimon rosa,e que assemelhava-se a uma pequena bola com duas antenas,teve a coragem e intrepidez de lançar uma pedra sedimentar e quebradiça na armadura de Magnamon – o nome do cara que os salvou.Logo após os monstros,incitados,começaram a fazer o mesmo gritando frases como “fora daqui!”, “Não venha ameaçar nossa cidade”,mas a que mais chamou a atenção de Lucas foi “Por The Eye Of Fire”.Naquele momento Lucas refletiu se estava do lado dos mocinhos,ou se aquilo tudo não passava de um pesadelo.Não somos tão heróis assim...A cada pedra que pintava de negro a sua camisa azul,ou sujavam sua toalha branca agarrada ao seu pescoço,fazia-o ter vontade de chorar,pois sua garganta acorrentava-se e pesava para baixo,e doía.O irmão dele,não agüentando a humilhação,pegou o facão que havia levado consigo na sua mochila,e começou a ameaçar os Digimons.Magnamon o agarrou pelo gargalo,e com o outro braço musculoso e azul,fez com que a arma caísse no chão quando apertou o anti-braço de Gean.Lan somente ficava calado e
caminhando,parecendo estar acostumado as pedradas.Lucas,amedrontado,desejava em cada momento que se esvaía,e uma
bola de terra fazia sua pele ricochetar e ficar dolorida...voltar para casa.Seu coração doía e crescia dentro de si até chegar em sua boca,virando um balão grande e alto,onde quase não diminuía novamente pela rapidez dos batimentos,como se houvesse visto um fantasma – Aquele medo besta de criança.Seu irmão,agora aparentava estar Sensível,e principalmente,com o mesmo medo.
- Não olhe para os lados – Disse Magnamon – Eles podem acertar seus olhos e cegá-los.
O resto da viagem ficaram calados.Lucas procurava alguma razão em seus passos no chão,sua perna não estava tão excitada a correr agora.
Crianças mudam de opinião rápido demais.
A alameda seguia para norte,e fora da cidade e dos olhares,eles adentraram numa mata agreste e alta,com árvores a rondar e criar tonturas quando girava olhando os picos de árvores no alto,sarapintando seu rosto branco como a neve e leite.Ainda pareciam ser feitas de chips,mas agora estava se acostumando a andar demais,e com o mundo estranho.A estrada tinha virado uma trilha tortuosa naquele terreno onde medram árvores selvagens,e digimons também.Via-os agora só em olhadelas rápidas e emburradas,e outras vezes,só se via seus vultos.

Depois de tanto caminhar,com Magnamon contando a ele e seu irmão o que
era o Digimundo,chegaram em uma cidade protegida com um grande forte.Tinha um muro cinzento um pouco mais alto do que as arvores floridas que havia visto.No lugar de suas ameias,havia uma raça distinta,monstruosa de gárgulas em todo seu segmento.Havia um caminho em cima da muralha,com algumas atalaias em cada cem metros talvez,onde se podia ficar de sentinela por um bom tempo na sombra.O sol ainda aquecia sua boca saliventa,com uma sede irregular onde um litro de água gelada poderia resolver tudo.Estava cansado e faminto também.
Mas tinha que ter algo para atrapalhar.
Estava guardada por dois Cavaleiros altos,feitos de pesadas armaduras de metal com uma espada de cabo dourado,e um filamento amarelo purpúreo no centro e na haste da espada,que estava enficada na areia negra do lado de fora,divergente de toda a floresta onde Magnamon fez os esconder.Apoiavam suas mãos na extremidade do cabo.Tinha ainda uma espada de uma mão na bainha da sua perna esquerda,e uma espada bastarda,de uma mão e meia amarrada em uma bainha nas suas costas.Possuía uma espécie de marca vermelha quase tribal no centro da sua armadura,pintada em cor vermelha,e um tecido violeta saindo de seu abdômen,da mesma cor das bainhas,caindo entre suas pernas.Uma parte da armadura era revestida de uma lataria em cromos de metais.Somente guardavam,olhando com órbitas azuladas para o nada,e agora,para eles.
Lucas percebeu novamente seu dispositivo.Era um aparelho azulado em suas bordas,e parecia ser marcada com curvaturas de dedos,por seus morros em si mesmo,mas na parte recuada,era branco e reto.Sua espessura era fina e delgada,do comprimento de um cabo de espada,o mesmo das mãos dos guardas da grande porta vermelha,e com a largura de um daqueles livros de bolso.Tinha um arco de vidro ou “dados” refletindo a aurora boreal,em um semi-circulo,no lado direito do aparelho,indo da parte superior a inferior,como se o vidro fosse uma corda inflexível e brilhante,e a parte plástica do aparelho fosse a aljava,o coldre onde se metiam as setas do arco-e-flecha.Ele tomou vida quando vibrou em seu bolso.Uma luz resplandecente apareceu no visor superior,transparente talvez,mas agora emitia uma luz que,diferente do seu aparelho,era um azul claro.Logo o aparelho começou a falar em uma voz doce e feminina:

Knightmon - Declarou a voz afável
Knightmon
é um Digimon guerreiro, cujo nome e design são derivados dos cavaleiros
medievais. É um Digimon em grande parte construída, cujo corpo é
revestido de armadura feita da pesada classe Chrome Digizoid. Possui
energia suficiente para facilmente manejar sua querida espada larga
mesmo quando vestido com a armadura. Segundo uma teoria, ele usa a
armadura em seu corpo a fim de restringir o seu poder, poderoso e
incontrolável.

-Fiquem aqui.Somente sigam-me ao meu sinal – Disse para eles,sem nenhum
eliminar de sua voz,em tom normal.Os cavaleiros já haviam visto-os,a intenção dele parecia somente,caso o bicho pegasse,que ficassem em um local seguro.
A sombra da árvore que estavam agachados o alimentavam com um prazer desprezível de frescor,mas era muito naquele momento.Lucas estava abraçado a árvore fria e rugosa,fazendo-a fazer pressão contra a pele de seus braços,mas gostou de sentir a sensação aprazivel do verdor,um acréscimo ao conforto climático.
Magnamon seguiu a passos lentos e embaçados a visão de Lucas,levando os ombros para frente em cada passo.Parou na frente dos dois Knightmons,que
ficaram imóveis a não ser por suas órbitas azuis.
- Sou Magnamon,Royal Knight,O Cavaleiro do Milagre,Protetor do Sul e vim pelo nome do líder dos cavaleiros reais.
Talvez pareça a maior idiotice que alguém possa fazer para entrar em
um castro.Um exército,arma,e no desespero até uma grande vara de
impulsão seria melhor do que palavras.Heróis só bate! Pensou Lucas
-Knightmons... – Disse Lan,suas primeiras palavras desde o começo daquela cidade – Eles obedecem cegamente aos Cavaleiros Reais,sem ao menos contrariá-los.Entretanto,o grupo agora está indefinido e separado.Mas ainda soa como uma boa tentativa.
Os Knightmons viraram sua cabeça,olhando um para o outro para ver se tinham a mesma decisão.O primeiro se pronunciou,com uma voz rouca e profunda como as vozes dos interlucotores de rádio que Lucas escutava de vez em quando.
-Me diga Lord Magnamon.Estamos em harmonia um com os outros,com nossas
religiões ligando-os e vários anos de prosperidades,temos alguns viciados idiotas,mas nada que não tentamos controlar.Sim,perdemos três dos dragões lendários e os Deuses do Digimundo antigos,mas em troca ganhamos isto daqui – Jogou seus braços para o alto,um levando a espada consigo,mostrando a vastidão da muralha – Então Magnamon,pelo que você luta?
Lucas não entendeu nada também.Lan ficara calado,e seu irmão alimentava-se com uma bolacha de sal quase doce por seus ingredientes,além de crocante.Nem prestava atenção na situação.Mas a resposta veio rapidamente.
- Eu luto pela paz em uma guerra que vocês não vêm.Tudo começa,agora é o fim que guia seus tentáculos por suas mentes,e vocês não sabem o que lhes abafa a voz,e lhes fazem morrer afogados.Lutam então pelo que,caros parceiros de batentes?Lutam por um olho de fogo que nunca viram? Responda-me!
Os homens novamente trocaram olhares,até que o outro que não havia falado nada,respondeu com uma voz furiosa,mas ainda decente na tonalidade e altura,somente com ressentimentos e rosnentas como um cão raivoso.
- Permitiremos sua passagem, “Lord tigela de ouro”,Mas da próxima vez,mataremos você e sua trupe de crianças imbecis.
Pela expressão da face de Magnamon,os guardas já estariam vaporizados e sugados por um buraco negro gigante e aréticamente crescente,enquanto Lucas dava pancadas e chutes nos restos de suas armaduras indolentes e diria “MORRE DIABO!MORRE!!!”,mas Magnamon,mesmo carrancudo,deu um sinal com sua mão,olhando para trás,sem nenhum músculo se movendo para a batalha.Lucas se levantou junto a Lan e seu irmão,que ainda carregava sua pesada mochila com tudo que seria do acampamento.Magnamon veio andando em sua direção,agora pensando na segunda parte do plano.
- O que traz em sua mochila,Gean? – perguntou
- Comida,canivete,facão,um pouco de água,lençóis...
-Isso,vamos nos disfarçar com estes lençóis – disse com sua voz sempre monocórdica e despida de emoções
Os guardas simplesmente olhavam,aguardando eles colocarem seus mantos de lençóis por cima das cabeças,escondendo seus corpos.Lucas ficou com o lençol azul,sua cor predileta,Lan se contentava com qualquer um,não tinha preferência,e acabou ficando com a amarela,seu irmão ficou com um lençol negro,e o mais decente,enquanto Magnamon ficou com um lençol tão branco quanto o rosto de Lucas.Abriram caminhos entre os Guardas.
Possivelmente Lucas esperava mais.
Imaginava a cidade completamente desmontada de um lado para o outro,com gritos desesperados de mães digimons correndo pela rua com suas mãos nas
cabeças,por seus filhos perdidos,bombas explodindo,tiroteio,sangue,morte... e tudo que uma guerra decente tinha que ter,para logo,no último momento,os heróis chegarem e sair pisando e levando para as cadeias todos os caras do mal,até abarrotarem os prédios.Caso houvesse sobressalentes,eles matariam na porrada.
Realmente se decepcionou.
Os Digimons brincavam de um lado para o outro,sorrindo alegremente,outras indo para as escolas digimons,os adultos,trabalhando em trabalhos grosseiros como o de construir casas,falando coisas qualquer um para o outro,rindo depois juntos em uma piada sem noção alguma.Os mais velhos,ou muitos novos,ficavam no recanto de suas casas,assistindo alguma coisas por uma tigela de metal tão polida que parecia até brilhar,fazendo desenhos em seus contornos,não reflexos,mas algo como atuação,como suas Televisões em sua antiga casa,que levavam-os a uma prisão invisível,como seus pais diziam,mas temia não acreditar
tanto.Era tão grotesco dizer que aquilo era obra do mal quanto dizer que
o mundo deles era satânico.
Mesmo com os ruídos de falas,e alguns digimons que se interessaram pelos trajes chamativos dos estrangeiros agora chegados,o silêncio que predominou no ambiente entre Lucas,Lan,Gean e Magnamon foi duradouro,tanto que chegou até a incomodar.
Foi quando Gean,com ironia em seu olhar que Lucas bem conhecia,cortou o silêncio como uma faca corta o céu escuro.
- Dói?
Magnamon desviou o olhar dos digimons da cidade.Foi quando Lucas percebeu.Dois digimons brigavam no bar de um Starmon,o mesmo que havia visto como Xerife,mas este tinha algumas diferenças em seus traços e principalmente vestimenta.A maioria dos “babys”estavam calados,em seus cantos,muitos chorando,ao invés dos poucos que pulavam de um lado para o
outro na rua.Vários dos adultos que trabalhavam na construção de novos prédios,estavam acorrentados em suas pernas,impedindo-os de correr,e logo percebeu a grande ironia – A primeira cidade que Magnamon os defendeu,já estava dominada por alguém que havia conseguido algo chamado
“Code Crown”.Aquela ainda estava sendo trabalhada,e isto levava a tal
brincadeira – Os digimons que lhe atiraram pedras começou por Magnamon,achando que ele era um dos Cavaleiros Reais que estava do Lado
de... “Por the eye of fire”,foi quando percebeu que eles atiravam pedras não porque seguiam tal força,mas porque odiavam seus feitos,e por tal rancor,os agrediam.Até riria se não doesse tanto.A Utopia dissimulada agora fazia-o abrir os olhos como se uma lanterna houvesse se acendido na sua face.
- Os últimos meses de paz são assim...? Que seja.
Magnamon então andou ao lado da muralha,e seu lençol branco o fez parecer um fantasma na cidade do recomeço.Talvez realmente fosse,mas não era algo importante a ser discutido.Lan seguiu seus passos,Lucas,começou a cantarolar uma melodia de fundo do filme “Missão Impossível”,fingindo ser o espião do bem que salvaria a pátria.As coisas poderiam ser fáceis como o sonhar de uma criança.Seu irmão fez uma expressão de um psicopata com um sorriso esquisofrênico,sendo agora o jumento de pernas curtas,fazendo-o lembrar que Magnamon não havia respondido a pergunta de seu irmão.Lucas imaginou qual seria a resposta de um verdadeiro Herói como ele e Magnamon,e conseguiu pensar somente em uma frase:
Mais do que você imagina Idiota...Muito mais.
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Re: Digimon Glasses

Mensagem por Gênova em Sab Ago 11, 2012 11:00 am


Flyers


O quarteto continuou caminhando pelas muralhas usando seus disfarces,
lencóis, já era noite. Caminhavam para longe do grande castelo que havia
na cidade cercada por muros imensos, o que Lucas não entendeu pois
pensava que tinha algo que os interessava lá.

- Tenho a impressão de já ter visto un lugar assim... Em algum livro... - Comentou Lucas que logo foi interrompido:

-
Sistema feudal, história... - Alan começou entusiasmado mas o olhar
fixo de Lucas sobre ele fez que ele perdesse o ânimo - ... Lembra um
feudo - terminou de explicar e se afastou.

Gean, logo atrás do
irmão, andavam em fila, quase deixou escapar seu pensamento na hora:
"Cara estranho". E até pensou ter dito, se é que não disse mesmo, pois
nesse momento o "cara estranho" olhou para trás. Caminharam por alguns
minutos até que chegaram onde a muralha fazia uma curva arredondada,
Magnamon parou e em seguida os garotos, Lucas procurou algo imaginando
ser um monstro e por isso pararam, mas ao olhar para Magnamon, que
tirava o lençol da cabeça, viu uma entrada no muro por onde o mesmo
entrou. Logo todos se encontravam em um beco estreito, tinham que andar
de lado, e este ia ficando mais largo à medida que andavam. Chegaram em
um lugar bem largo e nele uma escada iluminada por tochas, desceram por
ela. No final da escada tinha um portão de madeira onde Magnamon bateu.

- Identificação. - Um olho surgiu de um buraco da porta.

- Magnamon, o cavaleiro do milagre de armadura dourada, protetor dos ventos do sul.

-
Ma-magnamon! - Aquela voz ficou mais agitada. De repente foi possível
ouvir que quem estava do outro lado da porta tinha saído dali, e depois
ouviram ruídos vindos da parede ao lado deles e subindo. Na verdade o
porteiro entrou em túnel pequeno que dá acesso ao outro lado e dele é
possível ver claramente quem está lá sem que te vejam, através de uma
rachadura onde foi colocado uma espécie de cristal fino semelhante ao
vidro.

O ruído voltou em direção a porta e depois um cochico até que a voz retomou:

- Quem lhe acompanha?

-
Meninos, peguem seus digivices e mostrem em direção deste buraco,
servirá de identificação - Magnamon informou e logo os garotos fizeram -
Acho que já pode abrir.

E então o portão foi aberto por uma espécio de ave que aparentava ora um coruja ora um falcão.

-
Sejam bem vindos! - Depois o porteiro se curvou para Magnamon - Olá
senhor! É uma honra recebê-lo! Sou Falcomon, porteiro do quartel-general
dos Flyers.

Por um momento os garotos não entenderam muito bem, mas agradeceram, assim como Magnamon.

-
Com licença Senhor, mas muitos de nós está repousando, alguns lá em
cima - apontou com uma garra - na cidade, outros nos nossos aposentos,
se quiser que eu chame nosso líder... ele não iria se importar já que se
trata do Cavaleiro do Milagre com alguns amigos.

- Não o incomode. Será que teria algum lugar para que eles durmam? Precisam de energia amanhã.

- Sim, providencio agora!


- Magnamon, não estou muito cansado, posso ficar acordado até o amanhecer ou posso dormir em qualquer...

- Alan, acho que escutou quando disse que vão precisar de energia amanhã.

- Legal, realmente divertido... - Gean se aproximou de todos, unido a sua ironia - Vai nos tornar super sayajins?

Magnamon virou para o garoto e respondeu calmamente:

-
Quase isso. Vocês não vieram aqui por acaso, e acho que já deveriam ter
suspeitado e perguntado sobre a vinda de vocês para cá.

- Pode falar então?

- Não agora Lucas, nem eu sei ao certo por que vocês.

Falcomon
tinha saído dali sem que ninguém percebesse, retornou com um pequeno
digimon branco de corpo comprido que assemelhava-se a um roedor.

- Este é Kudamon, nosso mensageiro, irá levar a notícia para nosso outro quartel. Quanto aos seus aposentos, venham comigo.

Eles
seguiram Falcomon, antes cumprimentando Kudamon que saiu por um túnel
na parede voando (suas patas traseiras sumiram quando voou). O quarto
era simples: Três camas arredondadas forradas com uma espécie de palha, o
mesmo aspecto de caverna e tochas que cuidavam da iluminação.

- Falta uma para o Magnamon. - Lucas lembrou.

- ... Não preciso dormir, meu jovem. Posso ficar acordado.

Falcomon
se despediu e saiu do quarto voltando para a entrada. Magnamon disse
que qualquer era só chamar e fechou a porta de madeira com uma abertura
onde tinham grades. Depois disso o Cavaleiro de armadura dourada
dirigiu-se ao salão principal, era redondo com uma enorme mesa eu seu
centro e uma parte onde havia uma cadeira mais alta que as outras e ao
seu lado direito 3 cadeiras e ao lado esquerdo o mesmo, e ao redor
várias cadeiras como em uma plateia, podia parecer um estádio como
também um tribunal. Magnamon sentou-se em uma das inúmeras cadeiras e
ficou ali como se estivesse pensando.

No quarto os 3 garotos, já
deitados, enchiam a cabeça de dúvidas, Gean estava de um lado próximo a
porta, Lucas um pouco mais afastado e Alan do outro lado bem mais
distante da porta.

- Eu não estou gostando nada disso. Só eu
achei que isso parece uma prisão? Aqui nem tem queijo. Lá no meu bairro queijo era tipo doença contagiosa, tá em tudo qualquer lugar... - Gean disse em tom brincalhão - E por que mesmo o "Cavaleiro de
armadura de ouro ou sei lá o quê" não veio para cá conosco? Acho que ele não deve ter gostado de mim. Estou meio desconfiado. Na verdade nunca é bom confiar em um cara que pode te matar em um piscar de olhos - Gean sentou encostando na parede.

- Não acho que Magnamon lhe deu motivos para não confiar nele...

- Eu gostei dele. Parece um cara legal!

-
Você gosta de qualquer um que lhe parece "maneiro" Lucas. Bem que ouro cintilante é bastante maneiro. E Alan, é
Alan né? Por que confia tanto nele? E como e quando você chegou aqui?


-Magnamon disse que precisamos descansar... Boa noite. - Alan segurava o digivice em suas mãos e depois virou-se para dormir.

- Também estou cansado, boa noite Irmão!

-
É... Que seja, boa noite - Gean continuou sentado, até que lembrou
daquele dispositivo, o digivice, e o pegou. O dele era vermelho e branco. Ficou futucando, apertava um botão, depois outro, olhava
alguns símbolos que não conhecia, até que o digivice apitou depois da
tela saiu um mapa, como um holograma, que mostrava um ponto amarelo
piscando o tempo todo, ao mesmo tempo o digivice do Lucas, que já
dormia, reagiu do mesmo jeito e também o do Alan, que estava acordado
mas quieto como se dormisse.

- Que /*...*/ eu fiz? - Gean apertava mais botões para ver se parava.

- Garanto que se apertar mais e mais botões não irá adiantar... - Lan respondeu observando o seu aparelho.

-
O barulho vai acabar acordando alguém. - Lucas os lembrou enquanto
colocava o seu enrolado no lençol para colocar na mochila, pois assim,
pensava ele, iria abafar o som. Até que o de Gean parou enquanto ele
mexia nos botões desesperadamente.

- Você disse o quê mesmo...?
Ah! Que não ia adiantar? Hehehe - Disse rindo a toa da situação, e até encarando Alan, que não
ligou. Alguns segundos depois os dos outros dois garotos parou.

Gean
deitou-se fingindo que ia dormir, Alan fez o mesmo, Lucas terminou de
guardar o digivice e voltou a dormir. Fingiram que nada tinha
acontecido. Na manhã eles foram acordados por Falcomon. Depois de
devidamente alimentados, em uma mesa com alguns pequenos digimon, foram
levados à um grande salão, o mesmo em que Magnamon passou a noite, agora
cheio. No lugar de mais importância, a cadeira mais alta que lembra o
lugar onde um juíz senta no tribunal, não havia ninguém, nas 3 cadeiras
de cada lado haviam: na 1° do lado esquerdo e do direito uns Gargomons;
na 2° do esquerdo um Piccolomon, e na da direita um Kokabuterimon; na 3°
da direita um Flymon, e da esquerda um Aquilamon. A "plateia" não era
imensa, mas havia uma boa quantidade de digimons, na mesa quase no
centro, próxima aos lugares mais importantes, haviam 7 cadeiras, 1 na
cabeceira de frente para o lugar do "juíz", e 3 de cada lado, não havia
cadeira de costas para os lugares principais. Nessa mesa estava sentado
Magnamon na cabeceira, e Falcomon foi sentar-e nela chamando os garotos
que se sentaram do lado oposto e cumprimetaram Magnamon.

- Pois
bem, podemos começar. - Vinha um digimon semelhante à uma mistura de
humano com pássaro, tinha um vozerão, e usava um tipo de visor entranho
cobrindo os olhos - Sou Silphymon! Co-fundador dos Flyers, atualmente
seu líder até o retorno de Valkirymon e Anubismon. Temos como objetivo
servir aos Royal Knights. - Agora já estava próximo ao Magnamon. Ao
ficar bem próximo, o Cavaleiro levantou-se, os dois cumprimentaram-e,
Silphymon fez reverência e Magnamon retribui com o mesmo gesto. Depois o
líder dos Flyers sentou na sua cadeira e voltou a discursar: - Pessoal,
reuni todos aqui para informar que os 3 escolhidos estão conosco, foram
trazidos por Magnamon, o Cavaleiro do Milagre. Com tudo todos nós
sabemos que a Cidade do Recomeço foi tomada, depois de ter sido dividida
quando as Lands foram formadas, e destruída, agora todas as digitamas
que lá se encontravam está no castelo que foi construído no lugar da
cidade, este castelo está acima de nós, e entre essas digitamas há 3 que
nos interessa, elas são dos parceiros dos escolhidos. - Neste momento
os garotos ficaram confusos, queriam perguntar mas sabiam que não podiam
- Os convido a criarem um plano para invadir o castelo e roubar as
digitamas, preciso de 3 candidatos para ajudar Magnamon e os escolhidos a
pegarem as digitamas e uma tropa para invadir o castelo depois que
fugirem. Algum candidato?

- Eu vou Senhor! - Falcomon levantou - Minha velocidade e agilidade podem ser úteis.

- Eu também vou. - Kokabuterimon virou-se para Silphymon - Sou resistente e forte, serei uma boa ajuda se tivermos que lutar.

-
Também quero ir! - Uma voz sibilante e um bater de asas foi ouvido,
Piccolomon se ofereceu - Sou pequeno, mas posso ajudar, meu tamanho
ajudará a achar pois posso percorrer todo o castelo sem ser notado.

Silphymon sorriu e os respondeu:

-
Por mim não haveria melhores ajudas. Mas é claro precisam ser aceitos
pelo Magnamon, o que me diz? - Olhou para o Cavaleiro mais abaixo.


- Tudo bem.


-
Quem quiser fazer parte da tropa que permaneça aqui, Gargomon e
Hippogryphomon irão organizá-los. Agora deem-me licença, assim como a
Magnamon, Falcomon, Kokabuterimon, Piccolomon e os escolhidos. -
Silphymon saiu do salão seguido por todos que citou. Foram para uma sala
menor, parecia uma sala de estratégia para batalhas, como as que os
garotos viam em filmes de guerra. Quando todos já estavam sentados
Silphymon começou outro discurso:

- Bom, agora podemos discutir um plano. Os escolhidos conhecem algo de batalhas?

Os garotos ficaram em dúvida se respondiam ou não, até que Alan respondeu:

-
Desculpe Senhor, mas não. Nós humanos, pelo menos quando crianças
ainda, não participamos de luta ou do tipo, apenas em esportes de luta.

- Eu assisto filmes de Kung Fu, posso tentar alguns golpes.

- É verdade. Tipo aqueles golpes que se deu naquele menino né? A mão dele deve estar doendo até hoje de tanta cabeçada que você deu nela - Gean gracejou enquanto Lucas enrubescia - Se for assim, briga de rua serve?

- Bem, então o aconselhável é fugirem por onde entraram, certo?

- Correto Falcomon, melhor não arriscarmos. Veremos por onde entrar, alguém aqui conhece o castelo?

- Eu posso entrar lá antes de invadirmos e indicar um lugar.

- Piccolomon, assim perderíamos tempo e seria arriscado.

- Senhor, temos um túnel que leva ao calabouço do castelo.

-
Sim, sim. Tinha esquecido, mas pode não ser uma boa ideia, sairiam em
um dos calabouços, são 2, as digitamas podem estar do outro lado, e mais
acima, em uma das salas principais.

- Ou no próprio calabouço...
- Gean intrometeu-se coçando a parte de trás da cabeça - ... Vi através desse
aparelho - puxou o digivice do bolso - que ele indicava algo antes de bater no troço feito adoidado até o bicho pifar.É que nem aqueles controle de video game que nós aperta quadrado pro jogador chutar, daí não vai... - Toda a platéia observava Gean, intrigados, e então ele rebateu os olhares - Beleza... Ví que vocês não tem senso de humor. Bem, mas ontem não consegui dormir, porque é muita coisa pra absorver. Quem imaginaria que todos aqueles monstros "massa" de HQs e Animes eram verdade? Fiquei cantando a noite toda a música "Cotidiano de um Casal Feliz" do Jay Vaquer, principalmente o refrão, o tal de "Alguém sabe dizer o que é normal? Pode parecer tão naturaaaaaaallllll" - Gean ouviu um monte de resmungar da platéia e então começou a rir - Enfim pessoas le-gais, eu ví que o Alan virou a noite mexendo no aparelho, enquanto imaginava que todos dormiam. Estou enganado Lan?

- É... Não. E na verdade o que ele indicava estava na
torre do sul. Consegui, com o meu digivice, a planta do castelo, ele
mostra uma espécie de mapa, pode-se dar zoom no mesmo e ter uma
localização exata do que ele está indicando.


- Ótimo Alan. Silphymon, entraremos pelo calabouço e subiremos a torre.


(...)




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